Novas Tecnologias

Energia Essencial – por Anna Frota

Esqueça as leis estáticas da física e até mesmo a famosa formula de Eisntein  que diz que energia é igual à massa multiplicada pela velocidade da luz ao quadrado (E=mc2), dispa-se de todos os pré-conceitos científicos e abra seu coração, alma e mente para mergulhar no mundo revolucionário da Nova Física – da metafísica “desinvertida”, onde a principal premissa vai diretamente de encontro com as mentes geniais que a antecederam: aqui neste “novo”mundo a energia é que torna toda a matéria possível.

Para entenderemos um pouco desta “desinversão” é preciso caminhar no tempo e entender como nosso pensamento cientifico se formou e em quais modelos se baseou. Muitas destas idéias serviram como divisores das “águas” da sabedoria da humanidade, a bifurcação que isolou o homem da sua fonte original: a energia.  E se nos permitirmos sair nesta viagem, poderemos encontrar com certeza, respostas até então impossíveis de se encontrar na  engessada física do século XX.

 

Nossa história remonta Aristóteles (filósofo grego 334-322 A.C.), que realizou os primeiros estudos da Física, e que posteriormente se preocupou com o mundo imaterial, com aquilo que é essencial, mas invisível aos olhos... Surgia aí a Metafísica (aquilo que vai além da Física), como a conhecemos. A Metafísica de Aristóteles, por ser também filosofia, substituiu a mitologia e ganhou o status de Teologia dos gregos, preocupando-se essencialmente com o estudo do Ser e da transcendência. Por isso Aristóteles teve o mérito de ser o primeiro pensador a sistematizar uma filosofia do transcendental, com argumentação racional e lógica, sem apelos às tradições mitológicas.

 

Aristóteles também é o fundador das ciências como as conhecemos hoje, criando a botânica, zoologia, cosmologia, etc. e tamanho era seu interesse pelo estudo da Metafísica que a considerava como sendo a ciência primeira e que deveria servir de base para o estudo de todas as demais, especialmente da Física.

 

A “desinversão” da Metafísica

 

No entanto, segundo Keppe, Aristóteles cometeu uma “inversão” fundamental na Metafísica ao colocar nos sentidos físicos do corpo o fundamento da vida intelectual dizendo que “não há nada no intelecto que não tenha passado primeiramente pelos sentidos”. Assim, ele elaborou um princípio metafísico invertido, colocando no mundo material o ponto de partida para compreensão do Ser e da transcendência.

Essa inversão foi transferida para a Física que segue seu caminho através dos milênios ainda invertida acreditando que a matéria faz energia, ou em linguagem mais técnica, que a “energia vem de potenciais”.

Esse pensamento é fácil de constatar porque quando se pensa em obter energia, pensa-se em retirá-la de elementos materiais como carvão, petróleo, gás natural, elementos radioativos, etc.

Por isso a Física está invertida e como conseqüência, estamos exaurindo nossas reservas naturais, destruindo a matéria para obter energia através da combustão que gera gases nocivos à saúde. Nossa ciência e tecnologia trabalham contra nós porque se fundamentam em princípios ao contrário do que deveriam ser.

Além disso, a inversão da Metafísica nos fez trocar o Ser pelo Ter, e o interesse em “ser alguém de valor” tornou-se o de “ter algo de valor”. Assim, nesse materialismo exagerado, reforçado pelas principais filosofias do século XX, mormente o positivismo de Augusto Comte, a própria figura do Ser Divino foi ficando de lado, para prejuízo de toda a humanidade.

Felizmente, Keppe percebeu esta inversão fundamental da Metafísica aristotélica e corrigiu-a em sua nova Metafísica “Desinvertida”, trazendo Deus e a transcendência de volta ao cenário da ciência sem ferir a força do pensamento lógico e meticuloso da Física acumulado ao longo desses séculos todos.

Partindo desta metafísica “desinvertida”, somos (nós e toda a criação) pura energia. Energia que forma nosso organismo, corpo e alma.

Aqui, neste universo metafísico “desinvertido”  a energia é que precede a matéria,  não ao contrario, como se propagou. Tudo que existe precisa de um suporte, algo que a anteceda, que pré-exista. Pois se a energia proviesse da matéria, donde viria à própria matéria?

Esta energia vibracional e em constante movimento é que compõem os átomos que constroem a todo instante o mundo físico, as células e moléculas que inventaram a vida.

Uma espiral de energia em constante e dinâmico movimento, sustentando sistemas planetários inteiros. A  energia vibracional, que chacoalha no vazio dos átomos que muitos chamam de vácuo.

Assim como não vemos o ar, mas sabemos de sua existência pelo vento, podemos ver a manifestação da energia espiral, essencial ou escalar, em vários fenômenos da natureza: nas galáxias, nos tufões e furacões, nas conchas e no ralo de nossas pias. Ela é a forma escolhida pela natureza  para representar nosso DNA , nosso cordão umbilical, na inspiração do “Giro Sufi” e até os túneis de luz espiralados relatados nas experiências de pós-morte.  No meio natural, nada é quadrado, como se o “inconsciente” energético quisesse sempre acompanhar a forma arredondada que lhe é nata. No silencio surdo do cosmo essa energia flui abundante e gratuita, se refazendo a todo instante. Faltava apenas relembrar como canalizá-la.

E foi isso que a equipe de cientistas da Associação STOP – a Destruição do Mundo conseguiu fazer.

Por dentro dos Átomos

Na física clássica, o vácuo é definido como a ausência total de matéria e energia. Já na física quântica, o vácuo é uma massa efervescente de partículas quânticas que aparecem e desaparecem constantemente do nosso universo observável. E é justamente aí, onde os átomos se movem que se encontra a energia ponto zero,  energia do vácuo, escalar no conceito de Nicolas Tesla (ver Box) e Essencial, na visão de Keppe .

Apesar de nomes diferentes, todos concordam que ela existe, mesmo que até agora somente na teoria. Talvez o maior obstáculo destes cientistas seja justamente o “óculos” que usam para enxergar o fenômeno.  É como se o universo falasse uma língua diferente das teorias.

O fato de não conseguirmos dimensioná-la (não existem ferramentas que meçam além da menor parte do átomo que conhecemos: os quarqs), não significa que ela não exista. A madeira queimando nos dá uma “imagem” de como a energia que a forma é liberada com a queima (elemento extra-material), como se fosse uma espécie de alma que a compõe

E se os “quarqs” existem é por que procedem de algo.

Assim como a água pode tornar-se gelo ou vapor, os átomos podem assumir diversas estados. Recentemente, cientistas encontraram evidência para a transição de fase da matéria nuclear de líquida para gasosa. A temperaturas e pressões muito mais elevadas, os componentes dos núcleos devem se tornar em ainda outro tipo de matéria: o plasma quark-glúon.

 A s distâncias muito curtas, as forças de coesão repelem, a médias distâncias, elas atraem. De fato, sob muitos aspectos, núcleos atômicos se comportam como gotas de líquido. Entretanto, existe algo que se pode afirmar com certeza: as "coisas" de que os núcleos atômicos são formados formam um mundo maravilhoso de muitas facetas, ainda inexploradas.

O laboratório nada secreto dos engenheiros da STOP

O laboratório é simples como é simples o principio que capta a energia essencial deste motor revolucionário.  Simples também são os cientistas que estão à frente do projeto. Ouvindo a sua explicação, não se nota nenhum traço de presunção ou ambição em suas vozes: é uma invenção para o bem da humanidade, para beneficiar o maior numero de pessoas possíveis, explica Cesar Soós, que em parceria com Roberto Frascari, trabalha no projeto há doze anos.

Não há seguranças nem aparatos tecnológicos. Segredos que ninguém quer esconder. Em meio a tantos modelos e protótipos de tamanhos variados, um momento intrigante: ao mexer no motor que estava ao meu lado acionei outro um tanto distante. Para mim mágica, para eles, apenas ressonância. “Nós também, não sabemos o tamanho desta descoberta, a cada dia aprendemos uma novidade. Estamos apenas iniciando os experimentos nesta área. Vemos muitas coisas que ainda não entendemos”, sentencia Roberto.

Se eles ainda não entendem completamente a energia essencial, muito menos os diversos engenheiros e físicos que tentam auferir o que ocorre naqueles simples motores. Ficam horas e horas, olhando absortos, estudando, concluindo e confirmando a eficácia do motor, só não conseguem entender da onde a energia é captada. Estes cientistas não encontram a lógica de seu funcionamento por que estão apegados e enraizados naquilo que aprenderam nas universidades.  Por isso, já existe um projeto educacional que irá levar as escolas estes novos conceitos. Com certeza será mais fácil para as crianças por que ainda não possuem os preconceitos das estáticas leis da física clássica.

O Keppe Motors

Aos olhos leigos parece um motor comum, mas não passa de mera aparência. Baseados nos preceitos da Nova Fisica do Dr. Keppe, este motor eletromagnético escalar, retira parte de sua energia do espaço. Nos motores tradicionais, o enrolamento de cobre é alimentado pela bateria. Esta gera um campo magnético que interage com o rotor, seja ele magnético ou eletromagnético, de modo que o movimento é criado. Esse processo faz com que a bateria gaste, porque aproveita um sentido da energia apenas.

Neste novo sistema, captamos as duas componentes da energia escalar, descrita no livro de Keppe,explica  Soós.  O “pulo” do gato esta no aproveitamento da energia que vem da bateria, fazendo -a retornar  para o circuito. Com isso temos eficiência aumentada, principalmente porque o motor fica frio, não esquenta, e a potência aumenta consideravelmente. Este acréscimo de energia  pode ainda retornar para uma  3ª bateria, que também é carregada, enquanto o motor trabalha, salienta Cesar .

Conclusão: o motor possui altíssima eficiência e baixíssimo consumo. Um ventilador comum, encontrado no mercado, consome em torno de 50 a 60 wats; mas, quando movido pelo motor keppeano consome 3 wats no máximo, de energia, com uma voltagem de 24 volts e amperagem bem abaixo de 1 ampere. O que representa um gasto de energia até 20 vezes menor que o normal, em motores já testados.

Agora que chegamos a este protótipo, a melhoria do sistema  como um todo, é uma conseqüência, vem cada vez mais rápido, diz Roberto Frascari. Substituímos o cobre que vai enrolado nas bobinas, que é importado, pelo alumínio, que temos em abundancia no Brasil. Também conseguimos acionar o motor com energia solar. Isso quer dizer que, uma pessoa que mora no sertão poderá contar com o uso de energia, por exemplo, para manter uma geladeira.

Já esta disponível para download um manual completo, passo a passo, para a construção de um motor caseiro. Para isso basta acessar o site www.keppemotor.com/pt .  No começo do ano que vem a STOP, que já lançou o Keppe Motors na Universidade de San Diego e tem a patente do invento, vai comercializar o motor  através da internet, com a venda de Kits. Isso significa que qualquer pessoa poderá montar o seu motor em casa, encontrando a melhor aplicabilidade e contribuindo para a sua melhoria. A idéia, segundo Eduardo Castelã, gerente de negócios da Stop,  é deixar um fórum para a troca de experiências. Uma pessoa do nordeste poderá trocar sua experiência de utilização do motor, com uma, de outro país. Pensamos que ele servirá para qualquer coisa, desde dessalinização da água até para movimentar automóveis. Assim poderemos expandir seu uso em quantidade e qualidade e garantir que a invenção caia nas mãos certas. Uma verdadeira revolução energética silenciosa, de baixo pra cima, que começa na casa de cada um de nós.

Em ressonância com nosso estado natural

A física que aprendemos exaustivamente nas salas de aula encontram sua “própria ressonância” em nosso cotidiano. Uma criança em um balanço nunca ouviu falar em ressonância mas sabe como usá-la. Instintivamente,  escobre qual é o instante certo de dobrar o corpo e aumentar a amplitude do movimento.Balançando na freqüência adequada, que é a freqüência natural do sistema, chega-se à ressonância e obtém-se grandes amplitudes de oscilação.        

O corpo de um instrumento musical, um violão, por exemplo, também é uma caixa de ressonância. As vibrações da corda entram em ressonância com a estrutura da caixa de madeira que "amplifica" o som e acrescenta vários harmônicos, dando o timbre característico do instrumento. Sem o corpo, o som da corda seria fraco e insosso. Em uma guitarra a ressonância é substituída, parcialmente, por efeitos eletrônicos.

As ondas de  rádio e TV que viajam pelo espaço tem uma freqüência característica de vibração. E a onda de cada emissora tem uma freqüência própria, diferente da freqüência das demais emissoras. Sintonizar uma emissora significa fazer seu receptor de rádio ou TV entrar em ressonância com a onda da emissora. Girando, ou apertando, o botão do radio ou TV, você modifica, de algum modo, a freqüência natural de vibração do circuito eletrônico de seu receptor. Essa vibração não é mecânica, como nas molas, mas uma rápida variação nas correntes elétricas que percorrem o circuito. Na ressonância, o receptor "capta" energia da onda de rádio ou TV com eficiência máxima e o sinal da emissora é reproduzido pelo receptor. As ondas das outras emissoras, com freqüências diferentes, não estão em ressonância com o receptor e passam batidas, sem interagir com ele.

Assim somos nós, como tudo no universo, uma antena que capta diversos canais, entrando em ressonância com as mais variadas formas de vibração. Tá tudo aí, a nossa disposição.

Baseados nestes preceitos, cientistas da Stop, tentam agora usar os princípios do motor, para sintonizar freqüências de “saúde”.

Somo como antenas avariadas, explica a Dra. Marcia Sgrinhelli .Quando adoecemos ou sentimos dor em algum local, é por que de alguma maneira nosso corpo perdeu a ressonância com nosso estado natural que é de perfeição. Fizemos alguns testes bem interessantes, alguns se iniciaram por mero acaso.

Estávamos realizando estudos com sangue vivo, em microscópios de campo escuro. Um dia colhi amostras do meu sangue. Lembro que foi um dia estressante até ali, e conseqüentemente meu sangue mostrava claramente isso. Quando estamos estressados, as moléculas tendem a se agrupar. Saindo dali, encontrei uma amiga que não via há anos, começamos a conversar e eu relaxei. As pessoas que estavam dentro do laboratório, viram neste mesmo instante meu sangue se fluidificar sob as lentes do microscópio, mostra de que a ressonância dos fluidos de nosso corpo permanece mesmo fora dele, lembra Marcia.

Nosso cérebro, nada mais  é do que uma antena embutida, que capta essa energia essencial repassa para nosso DNA para formar nosso organismo. Quando entramos em ressonância, nossa saúde é perfeita. Mas parece que adoecemos com o nosso planeta (ou nosso planeta adoeceu com a gente), estamos invertidos em nossas emoções e valores, por isso estamos “avariados”. A idéia de construir um mini motor, em forma de espiral, imitando nosso DNA, é uma forma de retornarmos a nossa ressonância original. E tem dado certo, principalmente em dores localizadas.

Isso sugere que, se as pessoas mantiverem um simples ventilador no ambiente em que estão, movidos a um motor keppeano, entraram naturalmente e lentamente em ressonância com esta energia essencial, conclui Marcia.

 

Nota da autora

·         Este é o tipo de matéria, que o receptor (jornalista) tem que entrar em ressonância total com o objeto a ser relatado. Neste caso, mais do que objetos. Agradeço a toda equipe da STOP, pessoas incríveis, almas boas (como diria minha avó), que se disponibilizaram para sanar minhas duvidas. Agradeço a Deus por me possibilitar este salto transcendente em conhecimentos, mental e espiritual e a Divina providencia que neste momento tumultuado da nossa humanidade, colocou nas mentes certas o despertar para este conhecimento. Amém!

 

 

 

Novas tecnologias

por Anna Frota

A ciência nunca foi tão essencial à continuidade da vida saudável em nosso planeta.
Há quem confie plenamente que ela dará a solução rápida para os enormes desafios ambientais que temos pela frente. Outros dizem que foi justamente esta crença exagerada que contribuiu para a nossa displicência em relação ao planeta. Controvérsias a parte, a realidade é que hoje dispomos de tecnologias sim. Falta talvez um pouco de coragem e vontade política para fazer uso delas em larga escala.

Entre os ramos da ciência uma com certeza corre a passos largos é a nanotecnologia. Uma verdadeira engenharia molecular, que promete uma revolução tecnológica sem precedentes, que pode “construir” e “desconstruir” átomos ou moléculas, reorganizar sistemas inteiros da maneira que acharmos mais inteligente.

A “nano ciência” permitirá o uso de filmes de moléculas de clorofila para mover à energia solar, pequenas máquinas. Garrafas com revestimentos de nano partículas poderão armazenar bebidas por tempo indeterminado ou ainda criar um “comprimido inteligente” que graças a esta tecnologia levará a substância ao lugar desejado sem agredir outras partes do corpo.

Outra área de pesquisa em franca expansão é a biologia sintética. Da mesma maneira que a engenharia monta um automóvel com rodas, eixos e motores, esta nova ciência pretende utilizar um conjunto de partes padronizadas para criar “máquinas” vivas.
Um grupo de cientistas do Massachusetts Institute of Technology (MIT) já lançou um catálogo de peças básicas, como um manual de instruções a partir das quais é possível construir seres vivos.

Utilizando a primeira versão desse catálogo foi possível construir um filme fotográfico feito de bactérias. As folhas de plástico que são recobertas por um material sensível a luz, geralmente grãos de prata, foram substituídos por bactérias. Como não havia ainda bactérias sensíveis à luz disponíveis “no mercado” foi relativamente fácil para os cientistas criarem uma nova, capaz de detectar luz e ficar escura, tudo baseado nas partes listadas neste “manual de instruções”.

Esta brincadeira de “Deus” deixa muita gente de cabelo em pé.

Será que podemos conciliar ética e ciência? Esperemos que sim.

Outra tendência que deve se consolidar nos próximos anos é a aplicação do que se chama por aí de construção sustentável. Seguindo a tendência “verde” a construção civil parte em busca de soluções menos agressivas ao meio natural e que de quebra economize água e energia. O primeiro edifício inteligente terá 55 andares e 228 metros de altura em meio a uma das regiões mais valorizadas de Nova York. O projeto é avaliado em US$ 1 bilhão e conta até com uma mini-usina de gás natural e tanques para captação de água da chuva. Estas servirão as pias, descargas de banheiros sistema de ar condicionado e regas de jardim.

O Brasil também tem seu trabalho nesta área. O programa Habitare pretende criar uma vila ecológica na Amazônia, utilizando de matérias abundantes na região, priorizando a ventilação e iluminação natural. Pesquisadores também estudam o uso de restos de construção para a para confecção de novos concretos, em substituição da brita e da areia, diminuindo assim a quantidade de entulhos e reduzindo a pressão da retirada destas matérias primas da natureza.

Em Marialva no Paraná, um agricultor idealizou uma cobertura para construção feita de papel, alumínio e plástico reciclados. O produto, que já está sendo fabricado em escala industrial, tem como matéria-prima caixas de leite longa-vida (Tetrapak) e tubos de creme dental – dois tipos de lixo cuja reciclagem ainda é incipiente no país. Estima-se que, dos 6 bilhões de embalagens de longa-vida produzidas por ano no país, menos de 14% são reaproveitadas. No ambiente, elas levam até 100 anos para se decompor, em função do plástico (20% da composição) e alumínio (5%). Para produzir 10 mil telhas ecológicas por mês, a fábrica de Marialva consome 120 toneladas de embalagens longa-vida e 20 toneladas de tubos de creme dental.

E neste apetite voraz de soluções, a indústria de embalagens plásticas, até pouco tempo vitima dos ataques dos ambientalistas, investe na melhoria de plásticos biodegradáveis. Na Unicamp, a faculdade de engenharia de alimentos, cientistas criaram um biofilme comestível obtido através do amaranto, cereal de origem andina, considerado como alimento sagrado para os povos maias, astecas e incas. O produto apresenta alto valor nutricional equivalente ao leite, carne e ovos.

E a criatividade não para por aí, pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba e da Universidade Federal de Campina Grande desenvolveram um “fabricador” de gelo que funciona usando exclusivamente a energia solar. O equipamento armazena a energia durante o dia, guardando em um carvão especial e a noite, quando a temperatura caí, o gelo é fabricado. O refrigerador que tem a capacidade para produzir até 10 quilos de gelo por dia levará as cooperativas agrícolas, colônias de pescadores e comunidades não servidas pela energia elétrica a possibilidade de conservar produtos e vacinas a preço zero. Nos dias de muita nebulosidade ou chuva, o gás natural, que é um combustível abundante no Nordeste, barato e pouco agressivo ao meio ambiente, poderá substituir o sol.

Outra inovação que poderá minimizar o problema da seca no Nordeste é a mistura antievaporante para a conservação de água doce ou em linguagem popular o “pó que segura a água”. Financiada pela FAPESP dentro do Programa Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas (PIPE), a mistura é um pó composto por surfactantes (que reduzem a tensão superficial de uma solução) e calcário. Jogada na água, a mistura forma um filme que diminui a rugosidade da superfície e, por conseqüência, a área exposta à evaporação. O filme ultrafino forma também uma barreira protetora entre a água e a atmosfera, sem prejudicar com isso as trocas gasosas. 
De fácil aplicação, o custo deste “pó mágico” é de cerca de R$ 20,00 o quilo, quantidade suficiente para cobrir 10 mil metros quadrados de superfície. Em lugares onde a água é escassa e a evaporação alta, o retorno financeiro do investimento é de 100%.

Idéias simples, baratas, criativas e desenvolvidas para serem utilizadas em escalas menores e acessíveis a um número maior de pessoas, a um custo perto do zero. Esta é a “cara” da ciência do novo milênio.

Para saber mais:

Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo - www.fapesp.br

Universidade Federal do Rio de Janeiro- COPPE: www.coppe.ufrj.br

 

Permacultura/ecovilas

por Anna Frota

Poderíamos definir Permacultura, literalmente, como "agricultura permanente". Esse conceito foi desenvolvido nos anos 70, por dois australianos: Bill Mollison e David Holmgren. A inspiração para criar e desenvolver pequenos sistemas produtivos, integrando todo o entorno, veio da observação da perfeição e do fluir de todo o ecossistema. Os sistemas permaculturais trabalham “com” e a “favor ”e não contra a natureza. 
Para se montar um projeto, mescla-se tecnologia e sabedorias ancestrais, levam-se em conta as características locais, seus habitantes, fauna e flora, construções, infra-estruturas (água, energia, comunicações). Nada é visto como elemento isolado, tudo faz parte de um grande sistema intrinsecamente relacionado.

A Permacultura aproveita todos os recursos disponíveis, e faz uso da maior quantidade de funções possíveis de se aproveitar de cada elemento presente na composição natural do espaço. Mesmo os excedentes e dejetos produzidos por plantas, animais e atividades humanas são utilizados para beneficiar outras partes do sistema.

As plantações são organizadas de modo que se aproveite da melhor maneira possível toda a água e luz disponível. Elas são arranjadas num padrão circular em forma de mandalas, com acesso facilitado por todos os lados. Os pomares são cobertos de leguminosas imitando o ambiente das florestas. Os galinheiros são rotativos, para que as galinhas sejam deslocadas para outro ponto após terem estercado a terra, que será usada para outro fim, enquanto que as galinhas preparam e adubam uma nova área.. . 
Não há uso de inseticidas, fungicidas ou adubos químicos. Para isso se aproveita as associações que a própria natureza faz, árvores, ervas, arbustos e plantas rasteiras que se alimentam e se protegem mutuamente. Quanto maior for a diversidade de espécies e relações múltiplas entre elas, mais e maior a saúde e longevidade do sistema. A água da chuva é captada, armazenada e utilizada para descargas e regas de jardim.

Segundo Tomaz Ahau, coordenador de projetos do Instituto 13 Luas de Permacultura e Eco-vilas, hoje se trabalha em redes e a permacultura vem sendo aplicada bem além dos sítios e fazendas. Em São Paulo, o Instituto 13 Luas mantém algumas iniciativas independentes como a Casa dos Hólons e o Jacutinga Centro Cultural, localizados na zona sul. Estes espaços desenvolvem projetos destinados a funcionar dinamicamente como estações "modelo" e podem ser visitados. Lá são apresentadas referências de tecnologias adaptadas para serem usadas em áreas urbanas, como captação de água de chuva, técnicas de bioconstrução, reciclagem total de resíduos, jardins de alimentos, sanitário compostável e eco habitações, explica ele.

E dentro da cinza e acimentada cidade, no extremo sul de São Paulo, em meio às represas Billings e Guarapiranga, encontra-se o Bairro de engenheiro Marsilac de onde se vê o mar. Esta ultima fronteira de preservação que abriga mais de 9 mil paulistanos e onde corre silenciosamente o ultimo rio limpo, que o Instituto 13 Luas desenvolve e adapta em um pequeno sítio, tecnologias de baixo impacto, de forma intensiva. Restos de construção, pneus velhos e entulho da cidade são reciclados e utilizados na bio-construção, e agregados a tecnologias de construção natural, como o super adobe, o pau a pique, a taipa, entre outras.

Estes projetos sincronizados formarão o Ecocentro “Semente Solar”, um misto de núcleo ecopedagógico, centro holístico - vivencial e terapêutico, ecovila e ecoclube. O Ecocentro e seu entorno bioregional, tendem a ser modelo de transição cidade-campo, seguindo a nova visão antropológica, onde o êxodo urbano e a conexão real com o mundo natural se fazem cada vez mais necessárias, conclui Ahau.

PARA SABER MAIS

Instituto 13 Luas - site www.casadosholons.org

IPEC – Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado – www.ecocentro.org

 

 

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